sexta-feira, 26 de julho de 2013

Storm

Saudações Amantes da Irmandade!!!!
Dia de mais histórias ! Desta vez, esta pequena história foi nos enviada pela nossa querida AnyOne. Beijinhos!!!

STORM

Novembro, noite gelada, a neve cai sem parar. Saí de casa, apesar do frio gelado que se fazia sentir, mas não me sentia bem. Sentia-me enclausurada dentro da minha própria casa, precisava respirar. Nem que fosse o ar gelado da meia- noite.
Resolvi dar uma volta pelos arredores do meu bairro, não me queria afastar muito, pois as noites ultimamente têm sido, no mínimo, diferentes do habitual. Muitas coisas estranhas estão a acontecer. Na semana passada, um corpo sem cabeça foi encontrado ao pé do rio. Há dois dias atrás, outro corpo decapitado foi encontrado num beco escuro atrás da discoteca da zona. Ninguém viu nada, para variar, claro. Mas estes dois corpos tinham algo em comum. O quê? Além das cabeças cortadas e até agora não terem sido encontradas? Ambos os corpos, do sexo masculino e ambos caucasianos, tinham uma tatuagem sui generis, no mínimo. Duas adagas negras espetadas numa estrela vermelha e lágrimas de sangue a escorrerem pela estrela abaixo… perturbador e inesquecível.
Como sei tantos pormenores acerca destes crimes? Sou polícia de homicídios na minha cidade, Londres. Desde que sou polícia, há cerca de sete anos, já presenciei vários crimes, alguns deles ainda não resolvidos, poucos felizmente, mas nenhum como este. As pessoas começam a ficar assustadas, desconfiadas de todos, os políticos querem resultados e ver o mais rapidamente possível a situação resolvida para acalmar a opinião pública.
A imagem destes dois corpos decapitados não me sai da cabeça e ainda não percebi o porquê. Já vi piores, mas estes estão realmente a mexer comigo. Talvez porque a precisão com que foram cortadas as cabeças me faça lembrar um ato cirúrgico, rápido e certeiro.
Mas que merda! O que foi isto?!
Virei-me para ver o que estava atrás de mim a fazer barulho. Com a mão na minha pistola, que estava no bolso do meu blusão de cabedal preto, esperei que algo ou alguém aparecesse, mas nada. Ninguém. Até que ouvi novamente um barulho e perguntei:
- Quem está aí? E desta vez já com a arma apontada para o que me pareceu uma sombra. Uma grande sombra. Hmm…
- Não devias andar sozinha à noite, miúda. Não a estas horas.
Respondeu-me a voz. Uma voz sombria, num tom baixo e muito sensual. Senti um arrepio da espinha até ao pescoço, e não querendo mentir, pareceu-me que os meus cabelos compridos e pretos, apesar de estarem presos num rabo-de-cavalo, se eriçaram, ou pelo menos tentaram.
Foge! Disse-me a minha voz interior. Perigo! Corre! Mas eu não me mexi. Queria ver o rosto daquela sombra.
Aquela gigantesca sombra aproximou-se de um candeeiro e então pude vislumbrar um pouco do seu perfil. Alto, muito alto, ombros largos, cabelo pelos ombros, negro como a noite, solto e em ondas. Os olhos, de que cor são os olhos? Não consigo ver. Ainda… Vestia calças pretas de cabedal, t-shirt preta muito justa e um blusão de cabedal preto, por sinal muito parecido com o meu, só que na versão masculina. Hum…interessante.
Aproximou-se ainda mais.
- Miúda, é melhor pousares essa arma. Não vais precisar dela. Pelo menos não esta noite. Não comigo.
Mas isto foi uma promessa? Hum… espera lá! Mas ele tem uns caninos enormes! Ou é impressão minha? Devo estar com visões, só posso.
- Miúda…
- Eu tenho nome! Disse já irritada por me estar a tratar sempre por miúda.
- E então qual é? Ainda não tive o prazer de o ouvir, mi…
- Mary! O meu nome é Mary, Mary AnyOne.
- Bem,  Mary AnyOne, gosto do teu nome. Mas antes que me perguntes o meu, queres por favor, baixar a merda dessa arma! SÓ, POOR FAVOOR!
Só então é que me apercebi que até agora ainda não tinha parado de lhe apontar a arma. Defeito de profissão, acho eu.
- E porque faria eu uma coisa dessas? Eu ainda não sei se não és nenhum assassino.
- Não, eu não sou nenhum assassino e também não sou aquele que decapitou as cabeças daquelas duas pobres criaturas com uma linda tatuagem de duas adagas espetadas numa estrela e…
-Desculpa?! Mas como raio sabes tu disso? Essa informação não passou para os meios de comunicação social. Só quem está dentro do departamento é que sabe!
- Eu sei! E não estou dentro do teu departamento. Disse com um ar de quem estava a falar a sério e a quem também essas mortes, de alguma forma, o estavam a perturbar.
Depois sorriu. E mais uma vez hipnotizei a olhar para aqueles dentes aguçados e só depois reparei na cor dos olhos. Verdes. Verde-esmeralda. O verde mais lindo que alguma vez vi e com um brilho tão intenso que parecia cegar.
- Mas… disse com algum esforço para me voltar a concentrar, como sabes dessas informações? Trabalhas lá? É que eu nunca te vi. Em que esquadra trabalhas?
- Eu não trabalho em nenhuma esquadra, aliás eu não tenho um patrão, trabalho por conta própria, por assim dizer, mas posso dizer que me dedico ao mesmo que tu.
- E isso é o quê? já agora. Disse eu já impaciente.
-A apanhar os maus da fita.
E voltou a dar aquele sorriso sexy que me fez estremecer da cabeça aos pés! Bolas!! Agora não! Não te vais interessar por um desconhecido, no meio da noite e que ainda por cima não sabes o nome dele!! Não outra vez!!
Mas ele é TÃO lindo! Respondi à minha voz interior que neste momento me estava a irritar profundamente.
- OK! Apanhas os maus da fita. E por acaso, o senhor que apanha os maus da fita, tem nome?
- Só depois de pores a pistola dentro do blusão é que te digo!
- Merda! Ok, ok! Já está arrumada. Mas juro, que se me tentares fazer alguma coisa, levas uma joelhada nessas tuas jóias de família que nunca mais terás descendência alguma!!
- Ah!ah!ah!ah! riu-se e eu estremeci mais uma vez. Aquele riso, tão poderoso e tão, tão…
- Corajosa! Gosto. Muito. Michael.
- Como?!
- O meu nome é Michael. Michael Storm.
- Ahh… bonito nome, apropriado.
-Apropriado? Porque dizes isso?
- Porque parece que passou uma tempestade por cima de mim, neste momento. Que varreu todos os meus pensamentos lúcidos. Agora não consigo pensar com clareza, estou baralhada, como depois de uma tempestade, percebes? Perdida. Confusa.
- Mas vocês humanos não dizem que ‘depois da tempestade vem a bonança’?
- Porra! Humanos?! Mas o que queres dizer com isso?
Encolhendo os ombros disse:
- Ó desculpa, é uma forma de expressão que se usa de onde eu venho.
- E isso é onde?
- Não interessa. Mas voltando ao ditado, não é verdade?
- Da tempestade e da bonança? Disse ainda um pouco confusa com o que tinha sido dito anteriormente. Humanos
- Sim.
- Não estou a ver onde está a bonança? Está frio como o raio, até consigo fazer fumo branco com o vapor da minha respiração, mais um bocado e podemos anunciar que habemus papam nesta merda de cidade! E ainda não parou de nevar! Os crimes ainda não foram resolvidos, por isso não estou a ver onde está a merda da bonança!
- Chiça!! Calma miúda!
- Não me trates por miúda! O meu nome é Mary!!
- Ok!Ok! disse ele aproximando-se de mim com os braços ao alto em sinal de rendição.
Meu deus! Que corpo! Engoli em seco.
- Está bem, Mary. Mas sabes onde está a bonança? Disse agora quase encostado a mim.
- Onde? Respondi, sem saber bem ao que respondia, nem porque respondia…
- Sou eu a tua bonança. Tenho-te observado estas últimas noites, sei que não consegues dormir a pensar nestes crimes. Sinto o teu sofrimento.
Disse ele com uma voz tão profunda e tão preocupada, que parecia que me conhecia há já muito tempo e que me queria proteger. Estranho.
De repente abraçou-me. Apertou-me tão forte que senti o seu corpo duro e musculado junto do meu. Quase desfaleci. Meu deus! Que homem!
Sem hesitar, com uma mão puxou-me o cabelo para trás, e com a outra levantou-me o queixo, baixou-se e deu-me um beijo tão profundo e tão apaixonado e tão demorado que quase fiquei sem poder respirar.
Atordoada, ao fim perguntei:
- Porque me beijaste? Tu não me conheces!
 Franzindo o sobrolho, perguntou com uma voz baixa e preocupada.
- Mas não gostaste?
- Ahh…sim…mas…
- Eu conheço-te, Mary. Há muito tempo que te observo e tu ainda não sabes, mas um dia, tu ainda vais ser minha. Minha!
- Tua?! Convencido, hein?
- Não, querida, realista.
Depois de me dar outro beijo, mais suave, um beijo como o de um amante que se despede com um até já, desapareceu na noite, da mesma forma como apareceu, do nada.
- Ei!! Michael? Nada… Storm? Nada
Estranho… minha… esta palavra não me saía da cabeça e nem o homem que a dissera. Tenho que o encontrar novamente. Definitivamente TENHO que o encontrar.
 Que noite! Porque é que não trouxe o cão a passear? Sempre era mais normal! Ah…espera! Não tens cão!Dahh… Pois, talvez seja altura de adotar um cão ou um gato ou um periquito…  ou… um HOMEM…
- Merda!



 *Nasan



3 comentários:

LOL! O Micheal fez-me lembrar o Wrath com a personalidade do Rhage, adrei a história até aqui. XD

Muito boa a historia nasan! Estas autorizada a continuar hehehehe!!! Beijo

Olá! Há já algum tempo que não venho cá, por motivos de trabalho, e fiquei agradavelmente surpreendida quando vi a minha história ser publicada! *sorriso e baba! ;) Nunca fiz nada disto e muito menos ter uma pequena história publicada para todo mundo ler.:D Agora sei um bocadinho o que os escritores devem sentir!hehehehehe
Ainda não tive tempo de continuar a história e também não sabia se iam gostar ou não...a ideia desta história é fugir um pouco ao tradicional e ir para além do lado sexy dos Irmãos, também brincar um pouco, usar um pouco de humor negro que é o que gosto de fazer. :) Talvez continue e quem sabe com um pouco de humor com o Rhage e também com o Lassiter que adoro!! :)
Quando tiver mais tempo e assim os fãs o quiserem :D posso tentar continuar esta história.
Obrigada! :)
*.*
AnyOne