sexta-feira, 4 de julho de 2014

Diário de um Morcego - Barhbara Hillock

Saudações Amantes da Irmandade!!!

Hoje vou deixar-vos algo suculento...oh sim, a nossa querida e misteriosa Barhbara Hillock, enviou-nos mais uma pequenina história...e vejam só...... parece que há Morcegadas no ar hehehehe

Boas Leituras


Mas que labuta constante é a minha vida. E hoje, especialmente estava a ser um dia complicado.
Tentei refugiar-me na Forja pensando que aquele Guerreiro de temperamento forte não fosse para lá
trabalhar. Estava fazendo uma análise aos meus pensamentos de olhos fechados quando o som forte
dos seus passos me trouxe de volta à realidade. Assim que o vi pegar no aço temperado e no martelo
a dirigir-se à bigorna, as minhas poucas esperanças desvaneceram-se. Tentando não dar nas vistas
saí pé ante pé. Quando me aproximava da porta , a sua voz fez-me tremer:
-Agradecia que não tornasses a passar por aqui! E para a próxima não serei tão cortês... Pelo canto
do olho observei o seu olhar diamantino e escapuli-me o mais rápido que pude.
Entrando na zona de serviço, lembrei-me de procurar algum sossego dentro da grande despensa.
Fiquei contente quando descobri um canto na prateleira de cima entre os frascos dos pêssegos em
calda e dos legumes em pickles. Após um longo suspiro e de me colocar numa posição confortável,
voltei às minhas deambulações de pensamento. Devo ter perdido a noção do tempo que a única
coisa que me lembro a seguir foi o barulho do material de cozinha a ser usado. Quando a porta se
abriu e antes de ligarem o interruptor sai na direcção do corredor das instalações da lavandaria. 
A esta hora estariam a preparar a Primeira Refeição e como tal, contava encontrar o meu merecido
descanso. Ao entrar na sala das máquinas , o calor que lá se fazia sentir era tão agradável que a
minha alma derreteu ante a perspectiva. Os rumores das vozes e dos sons rítmicos do uso das
porcelanas e dos talheres chegavam-me ao longe. 
E foi com espanto que dei por uma grande agitação dentro da casa das máquinas. Uma doggen
enchia rapidamente uma máquina de lavar roupa. Aparentemente tinha-se entornado bastantes
líquidos na toalha de mesa. Um clamor de vozes alteradas chegou-me aos meus ouvidos sensíveis.
Sem conseguir resistir à minha curiosidade fui-me aproximando da fonte dos sons. No grande átrio
três dos Guerreiros e o Anjo discutiam efusivamente. A animação era tanta que mal percebi do que
falavam, Apenas consegui compreender que o Anjo estava a defender o seu ponto de vista,
enquanto os outros o contra-atacavam. Fiquei perplexa ao realizar que falavam de um programa de
televisão!.. Da próxima vez que o Anjo for para a sala de jogos vou espreitar o que é que ele gosta
tanto de ver no grande ecrã. 
O som de passos fortes de corrida irrompem pela porta por baixo das escadas. A saída dos três
guerreiros mais jovens é precedida de fortes gargalhadas e palmadas nas costas. Aparentemente o
treino deles tinha corrido bem. Após troca de cumprimentos acabam todos por se dirigir para a sala
de jogos. Não tardou a que o som alto da televisão e o bater das bolas de snooker se fizesse ouvir.
Bem, ainda não seria desta que iria verificar o que é que o Anjo gosta de assistir.
Olhando em volta , pensei em dar um pulo ao escritório do Wrath. Por lá costuma ser sossegado,
apenas o lento desfolhar das folhas de trabalho. Mas, ao aproximar-me vi que as portas estavam
bem fechadas. Bem , por aqui , também não teria muita sorte. Já perdida de cansaço, percorri todo o
corredor das estátuas, na esperança de encontrar um dos quartos com a porta aberta. O desespero
tomou conta de mim, ao verificar que tal não existia. Tendo chegado ao final do corredor dei meia
volta e palmilhei o caminho de retorno. O escritório continuava fechado. Ao descer as escadas
passei ao lado da saleta que as senhoras da casa usam para tomar chá. Os risos femininos
acompanharam o meu percurso. 
Onde?? Mas, aonde iria eu poder descansar um pouco?
Um pensamento me assalta ...na biblioteca! Claro!! Nunca ninguém vai para lá. Apresso o passo,
contente com a minha clarividência. E eis que ao contornar a esquina e ao me aproximar vejo a
Mary e o Zsadist sentados numa das mesas. Raios!! Devem estar a ter uma das suas lições. E pelo
aspecto vai demorar...Oh que desgraça de vida a minha!!
Nenhum sitio para repousar os meus pensamentos! Mas, será que nesta noite ninguém vai sair de
casa e fazer-se silêncio? Basta!!... Para grandes males, grandes remédios! 
Lentamente um pensamento começa a surgir na minha mente. Para haver silêncio, só os preciso
tirar de casa. Para os tirar de casa, apenas preciso de provocar uma pequenina manobra de
diversão...Perto do tecto a um canto do corredor que dá acesso à cozinha, há uma caixa de
electricidade que têm a tampa um pouco solta. Voo na direcção da cozinha e entre os talheres que se
encontram na bancada para arrumar escolho um que é pontiagudo e com cabo em madeira.
Astuciosamente, evito que me vejam. Trabalho rápido e com afinco e é com satisfação que
exponho os fios. E agora qual escolher? Bem, visto não me conseguir decidir, danifico os que me
estão mais próximos. A minha alma exulta ao constatar que os meus esforços estão a ser bem
sucedidos. 
Rapidamente toda a zona da cozinha fica às escuras, prolongando-se pelo rés-do-chão. A confusão
instala-se entre as fêmeas e os doggens. Os Guerreiros mantêm a calma e conduzem toda a gente
para fora. Em poucos minutos o silêncio preenche a escuridão. Dando pulos de alegria vou-me
finalmente refugiar na biblioteca. Isto vai-os manter ocupados durante alguma tempo. Ajeito-me no
meu cantinho preferido e preparo-me para o meu merecido descanso.
-Ainda bem que já se restituiu a electricidade! E conseguiram descobrir o que originou?- Ouve-se a
voz de Beth.
-Minha menina não sei como explicar. Perto da caixa danificada encontramos um garfo de
churrasco. Não percebemos como foi lá parar e quem chegaria tão alto para provocar aquele
estrago. 
-Mas, falta alguma coisa?
-Não menina! Se me der licença, vou retornar aos meus serviços. -Responde Fritz, fazendo uma
vénia antes de sair.
Parada no meio da biblioteca, Beth perde-se nos seus pensamentos. Pelo canto do olho presente um
pequeno movimento. Ao olhar com atenção fica estupefacta.
-Oh meu bicharoco alado! Como é possivel que estejas aqui tão quieta no meio desta confusão?-
Pegando na morcego com muito cuidado, trá-la para o seu colo.- Uhmm, olhando com atenção ,
acho que terei de dizer ao Fritz para não te dar tanta fruta...Estás a ficar redondinha e preguiçosa!! -
Ri-se Beth.



Barhbara Hillock


Bom Fim de Semana

*Nasan

1 comentários:

Gostei! Está muito engraçado e estou mesmo a ver a Mor a fazer isso tudo xD