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Legado da Adaga Negra

Leia tudo sobre o novo livro da nova saga da IAN: "Beijo de sangue"

Anjos Caídos " The Fallen Angels"

Aqui podes espreitar alguns capitulos traduzidos. Esperemos que gostes

sábado, 22 de abril de 2017

3º Livro do Legado da Irmandade

Olá pessoal!!!!

Desculpem a ausência mas não deu mesmo!!!

Morceguita não te consegui apanhar quando apareceste de raspão T.T

Nightshade, como te percebo!!! Tempo para onde te vais que não te consigo apanhar... O ano não precisava de mais meses, mas o dia precisava de mais horas.  ;)
(P.s.: Estive a ver os teus comentários ao meu post de Novembro sobre a cronologia... importas-te que faça copy-paste para ficar mais acessível a todos numa publicação? Tenho pena de não te conseguir contactar, acho que devíamos ter discussões interessantes sobre a história. Não sei se sabes, mas a Ward disse que as cronologias dos Anjos e da Irmandade ainda não se cruzaram... tenho pena do Eddie e do Ad que andam à procura do Lassi a mesma cidade e nunca o encontram independentemente de se terem passados ANOS!)

Bem, mas indo ao que interessa...

O terceiro livro do Legado da Adaga Negra já tem nome e capa!!!

Vai-se chamar Blood Fury (Fúria de Sangue) e há apanhei duas alturas possíveis para a data de lançamento. Acho que a Ward falou qualquer coisa sobre Novembro, o Goodreads fala sobre 9 de Janeiro, os outros dois saíram em Dezembro, por isso acho que deve ser +/- por aí que teremos o livros em Inglês. Quanto à saída do livro cá, não há previsão, mas LEYA, por favor... Comessem a pensar no assunto com MUITO carinho, sim? 0:)

Aqui está a capa janota da versão original:


E aqui está a sinopse que acompanhou a capa no Goodreads:

---V.P.---
Uma guerreira vampira durona em treino e o seu colega recruta aristocrata lutam para negar a atracção que sentem um pelo outro enquanto se preparam para a guerra que se aproxima a passos largos. O mais recente livro numa nova série de romance paranormal que se passa no mundo do nr 1 da lista dos bestsellers do New York Times, Irmandade da Adaga Negra.

Os Irmãos no centro de treino da Irmandade da Adaga Negra levam os recrutas ao limite para se tornarem mais rápidos e fortes do que antes enquanto eles continuam a preparar-se para a luta contra a Sociedade Minguante. Novo, uma sobrevivente resiliente e com umas arestas ainda por limar, ultrapassou uma grande quantidade de obstáculos, incluindo a sua intensa atracção pelo ameno e aristocrata Peyton. Os dois guerreiros partilhavam uma conexão física passional. Mas quando o Peyton finalmente aceita e admite os seus verdadeiros sentimentos pela Novo ela rejeita-o em favor de um macho mais estável. Agora eles têm que treinar próximos um do outro e, eventualmente, confrontar os sentimentos que eles indiscutivelmente ainda sentem um pelo outro.

---V.O.---
A tough vampire warrior in training and her fellow aristocratic trainee struggle to deny the attraction they feel for one another as they prepare for the looming war ahead. The latest in a new paranormal romance series set in the world of the #1 New York Times bestselling Black Dagger Brotherhood.

Brothers at the Black Dagger Brotherhood training center push recruits to the limit to become faster and stronger than ever before as they continue preparing for the fight against the lessening society. Novo, a resilient survivor and a bit rough around the edges, has overcome a great deal, including her intense attraction to suave, aristocratic Peyton. The two fighters shared a passionate physical connection. But when Peyton finally comes to terms with and admits his true feelings for Novo she rejects him for a more stable male. Now they must train in close quarters and eventually confront the feelings they still undoubtedly harbor for one another.
---

Ok, pessoal! Para este post está tudo... 

Em relação a algo que vos prometi (a entrevista da Ward com os fãs de dia 8 de Abril) vou fazer o meu melhor para a traduzir este fim de semana e como amanhã não preciso de conduzir 2h e andar a correr para trabalhar na segunda (sim, porque deram ponte no meu trabalho e só volto a trabalhar na quarta), não consegui mais cedo, porque apanhou o fim de semana dos anos da minha mãe e depois a Páscoa e como durante a semana é quase impossível fiquei deprimida por nunca mais conseguir pegar nisto para vos passar as coisas, mas vou ver se não passa de amanhã, está bem.? :D

Assim sendo, boa continuação de sábado e até amanhã (espero)...

Fiquem bem,
Sunshine ;)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Spoilers A Escolhida - Nightshade

Saudações Amantes da Irmandade!!!

Olhem eu estou, que estou! Faz anos luz que este email [ email que a Nightshade mandou-me] está a espera de saltar para o blogue. Sou culpada!


Mas é tanta coisinha aqui na minha bidinha, que não vos digo, nem vos conto. É certo e sabido, que muito em breve estarei internada no Miguel Bombarda... Céus... eu matava um por um cigarro agora... 


Mas vamos lá... antes publicar aqui, volto a ressaltar.....





SPOILERS 

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SPOILERS 

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Bem... Que não digam que não avisei!
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SPOILERSSSS 
Se continuas aqui é porque és como eu.... amas ser torturada e que te façam sofrer 😄
Agora irei passa a palavra a nossa querida Nightshade 

A Escolhida



- Para quem ainda não leu este livro, preparem-se. Este livro deveria chamar-se ‘As Reviravoltas’ de tão emocionante e surpreendente que é. A sério!
- Tentei por tópicos revelar o principal que se passa no livro, o objectivo não é traduzir nada, é só dar-vos a conhecer de uma forma resumida os momentos de interesse do livro. Espero que gostem.
Aqui vai… preparem-se… SPOILERS!!!
- Hharm, pai de Xcor e Tohr revela-se, sem sombra de dúvida, um grandessíssimo cabrão, já se sabia que assim era, mas desta vez é pior. O gajo é mesmo um FDP. Vejam lá que o gajo prometia acasalar com fêmeas se lhe dessem uma cria macho. [A sério?! A sério?!]

- Tohr tem motivos emocionais muito fortes para querer matar Xcor, desrespeitando a vontade do Rei de ‘não o matar… ainda’. Não consegue perdoar Xcor por ter baleado o Rei no pescoço, tendo que o salvar com uma caneta e… o facto de ser o aniversário da morte de Wellsie, emocionalmente ele está muito instável. Xcor acaba por se tornar no bode expiatório perfeito.

- Qhuinn perde as estribeiras, completamente. Enlouquecido e furioso, abraça o seu lado negro da força que nem Blay consegue escapar. Aqui o nosso belo Qhuinn até podia ter razão pela fúria, mas exagerou em grande medida. É mesmo à Qhuinn. Só faz merda e olhem que é da grossa, até a Irmandade perde a paciência com ele.

Imaginem só…

- Quando Layla, inocentemente, conta a Qhuinn que nunca tinha parado de ver Xcor e que o amava, aqui o nosso rapazinho, chama-lhe mentirosa e traidora, entre outras coisas muito feias; que sempre que ela ia visitar o traidor expunha as crias dele ainda por nascer em perigo (esta é a verdadeira razão da sua fúria) e… exige que ela saia da mansão e que se esqueça que é a mahmen de Lyric e Rhamp. (O Quê?!) Pois…

- Claro que as fêmeas da mansão vão-se juntar e ajudar a resolver o problema, quem é que Qhuinn pensa que é?! O Rei?! Já devia de saber que fêmeas juntas, machos em sarilhos.

- Blay, por seu lado, fica magoado com as palavras de Qhuinn, que praticamente disse-lhe que não tinha direito a opinar porque não era o pai biológico. (O Quê?!) Pois… Como castigo, Blay deixa Qhuinn, volta para a casa dos pais e resolve dar-lhe uma lição por tê-lo tratado como um macho qualquer. [Bem feito! Acreditem, Qhuinn mereceu!! E sofreu…]

- Vishous, ai o Vishous… Descobre a sua veia romântica, ajuda quem não quer ajudar (Xcor e Layla) porque lhe faz lembrar quando quase perdeu a Jane… e fica enjoado consigo próprio. Simplesmente hilariante. Mais, quando interage com Rhamp é demais!! (Quando Vishous pega-o ao colo e fita o olhar do pequenito, este mostra desde logo a sua alma guerreira. Como? A olhar fixamente para Vishous, encara-o como um inimigo. Amor à primeira vista!)

Quem diria que Vishous iria gostar tanto da atitude do puto, hein?! Até lhe prometeu aulas de luta e que lhe iria dar adagas forjadas por ele, até pareceu estar a portar-se como um pai orgulhoso quando olha para um filho e sabe imediatamente que está perante um futuro guerreiro, mas claro… Vishous não se interessa por crias. [Pois… está bem… convence outra, ok?]

- Respeito e vénias profundas a Layla, revelou-se uma fêmea de valor, forte, com carácter e coragem, mas isso já nós sabíamos. É só pena que continue a rezar à Virgem Escrivã, mesmo sabendo que tal entidade já não se encontra com eles.

- Xcor teve uma vida fodida, o que explica muita coisa. É só desgraças. Uma série de desgraças. A verdade é que no fundo ele é um bom macho, só não teve oportunidades na vida para o provar. Felizmente, neste livro teve todas as oportunidades.

- Trez é um gajo com muita sorte, apanha um susto de morte quando olha para uma fêmea chamada Therese, que é… preparem-se… a cópia perfeita de Selena. (O Quê?!) Pois… O que interessa é que o amor está no ar, mesmo com alguns conflitos emocionais. [Não esquecer que Selena e Virgem Escrivã no cemitério das Escolhidas conversaram e não sabemos muito bem o quê, certo?]

- Throe… danado com a glymera, desiludido com o Bando de Bastardos e de guerra aberta contra a Irmandade e a sua obsessão pela coroa, pois ele autoproclamou-se melhor que Wrath para reinar os vampiros (coitado!), resolve pedir ajuda… preparem-se… ao Ómega. (O Quê?!) Pois… Vai até a casa de uma psíquica, mas em vez de encontrar alguém, encontra um livro muito antigo, com uma capa cuja pele é muito estranha e cada página contém símbolos escritos na vertical e muito juntos (Oh, meu Deus, não vos faz lembrar nada?!). O que é facto é que o idiota do Throe começa a ser controlado pelo livro. Em contacto com o sobrenatural prospera como vilão.

- Wrath revela-se cada vez mais o Rei que pensava que não conseguiria ser. A forma como resolve o conflito de Qhuinn-Layla-Xcor e as crias são excelentes, justas e correctas. (Obrigada Beth) Layla agradece e Qhuinn fica puto da vida. A partilha das crias é 50-50, em dias alternados. Qhuinn fica com as crias na mansão no dia dele e no dia da Layla ficam com ela no Outro Lado no Santuário da Virgem Escrivã. E Xcor… Xcor fica a conhecer a sensação de ser dada uma segunda oportunidade. Tem que procurar os outros Bastardos, apresentá-los perante Wrath e provarem a sua lealdade e depois podem regressar com vida ao País Antigo.

- A relação de Xcor e Layla evolui física e emocionalmente e Xcor revela ser um macho mesmo muito carinhoso e piratinha J As cenas íntimas só são muy, muy calientes!!

- Tohr fica possuído quando percebe que Wrath deu uma oportunidade para Xcor se remediar perante a Irmandade e conspira com Qhuinn para o caçar, pois… no campo de batalha ‘acidentes’ acontecem. Só que… quando estão quase a matar Xcor, ao ponto de Tohr conseguir acertá-lo com um tiro, o telemóvel de Qhuinn toca. É Blay com um problema, a mãe dele tem um tornozelo partido e tem que ver Jane e Manello, mas como uma forte tempestade de neve está a cair, o carro fica atolado na estrada e o nosso Qhuinn resolve, e muito bem (vá lá!) escolher o amor à vingança acabando por arrastar Tohr com ele.

Blay ainda não quer nada com Qhuinn, ficou mesmo magoado com a revelação de que não era ‘pai’ das crias e tem uma discussão com Qhuinn, mas este, cabrão como sempre, aproveita a oportunidade para combinar uma visita a casa dos pais de Blay com as crias para ver se consegue resolver as coisas entre eles… e Blay diz que não vai estar nessa noite em casa dos pais. Qhuinn, mesmo assim não vai desistir do amor da vida dele.

- Entretanto, a saga dos humanos que querem provar que os vampiros existem continua, mas Vishous está sobre o assunto e chega à conclusão que um dos humanos, misto de jornalista e fã de presas, está muito perto da verdade e que tem de ser contido. Então começa a eliminar vídeos do youtube de empreitada.

- Xcor consegue encontrar os restantes Bastardos, conta-lhes o que se passou com Wrath, eles aceitam as condições, mas a lealdade só para com Xcor, mas como este é agora leal ao Rei, os Bastardos também o são, mas só respondem a Xcor, este acaba por aceitar e ter de contar ao Rei a decisão dos Bastardos.

- Lassiter revela a Layla que a Virgem Escrivã o nomeou como sendo ele a entidade dos vampiros, mas pede-lhe segredo. Depois tenta com ela arranjar um nome para o chamar, pois, nas palavras de Lassiter, não é virgem e não gosta de escrever. Mais à frente no livro Layla em vez de rezar à Virgem Escrivã, reza para… preparem-se… Maisquesexy Lassiter (Oversexy Lassiter). [Ai, mãe! Imaginam os Irmãos chamá-lo assim? Pois… nem em sonhos!!]

- Qhuinn ao visitar a casa dos pais de Blay, descobre que afinal este encontra-se em casa e no fim do jantar larga uma bomba à Qhuinn. Qhuinn junto com Saxton e com a aprovação final do Rei renuncia os seus direitos como pai e passa-os para Blay, a única forma que arranjou para provar a Blay que o que disse foi mesmo não intencional por mais revelador que tenha sido. Qhuinn nunca vai deixar de ser o pai biológico, mas agora, perante a lei é Blay quem exerce os direitos de pai. Blay fica estupefacto, mas mesmo assim ainda não se encontra preparado para regressar com Qhuinn.
- Com a perspectiva de Xcor ter que se ir embora com os Bastardos para o País Antigo e ela não poder deixar as crias, Layla sente-se triste e desanimada. Entretanto ela encontra-se com Tohr e confronta-o pela caça que está a dar a Xcor junto com Qhuinn e pelo tiro que lhe deu. Eles discutem fervorosamente e no calor das palavras, Layla finalmente revela a Tohr que Xcor é irmão dele de sangue. Tohr fica burro e estupefacto. [Pois é meu, a vida é fodida, não se pode ter tudo.]

- Perante o Rei, Xcor revela que os Bastardos só respondem perante ele e mais ninguém. Mas como Xcor é leal, através disso os Bastardos também o são. Wrath acredita e aceita a condição. Vishous nem quer acreditar. Layla revela ao Rei que Tohr e Qhuinn tentaram matar Xcor, conseguindo mesmo dar-lhe um tiro, este nega dizendo que foi um minguante, mas Wrath acredita na fêmea.

- Wrath resolve ir ter uma conversa com Tohr e… preparem-se… expulsa-o da Irmandade por desobedecer uma ordem directa. Aceitando o seu destino e tendo tido uma formatação na consciência, Tohr fala com Qhuinn e tenta chamá-lo à razão.

- Algo de muito errado se passa na relação de Vishous e Jane, ambos sabem que têm o trabalho deles para fazer, mas quando Jane diz que a relação deles não consegue evoluir mais do que já evoluiu, Vishous não sente tristeza, mas sim um vazio. O que será que se passa?

(Eu desconfio que pode ser por ele afinal não ser tão indiferente às crias como quer acreditar… e nós sabemos que Jane é um fantasma, mas será que ela também é indiferente a crias? Vamos ter que esperar por outro livro para perceber, só estou a especular, sabe-se lá o que a nossa querida Ward está a pensar J)

- Blay vai ter com Qhuinn e perdoa-o. Recusa as papeladas que fazem dele pai das crias e diz a Qhuinn que só quer a família dele de volta, Layla incluída. Estes são os termos e Qhuinn sente-se entre a espada e a parede. Mas Blay diz-lhe que se Qhuinn o desafiou a perdoá-lo, o mesmo ele deve fazer em relação a Layla e focar-se mais em perceber quem Xcor é e não no que Layla fez.

- Apesar dos receios de Layla, a reunião entre a Irmandade e o Bando de Bastardos vai mesmo acontecer. Na mansão da Irmandade Wrath resolve dizer a Tohr que não está nada expulso da Irmandade, mas que fica algum tempo suspenso de funções. Tohr fica surpreendido mas percebe que o susto foi bem merecido. [Quem manda desobedecer o Rei? Hein?!]

- A reunião corre sem problemas, Bando de Bastardos e Irmandade fazem tréguas, Qhuinn ainda não acredita. Tohr vê Xcor como irmão pela primeira vez e fica surpreso pelo alívio de saber que têm alguém do seu sangue vivo, estende-lhe a mão e Xcor aceita. Entretanto ‘all hell breake loose’. Minguantes por toda o lado!! [De onde é que estes caralhos apareceram?!]

- No calor da luta, Xcor salva Wrath e Vishous, um dos Bastardos salva Qhuinn e este, quando estava mesmo a desmaiar fica com a panorâmica toda, Bastardos e Irmandade a lutarem lado a lado e… Blay e Xcor costas contra costas a lutarem. O amor da vida dele e aquele que jurou ser seu inimigo a lutarem juntos.

- No Outro lado, Layla socorre Lassiter que se vai abaixo, ele murmura que o que teve que fazer não foi fácil, que não tem a certeza de conseguir cumprir as suas funções, diz que a guerra tem de acabar, os minguantes todos têm de ser eliminados e depois dar conta do Ómega. [Meu Deus, foi Lassiter que levou os minguantes até ao local da reunião!] A profecia do Dhestroyer vai-se concretizar. E muito em breve.

- No rescaldo da luta, Xcor vai ter com Tohr e Wrath e… imaginem… Tohr pede a Xcor para ir buscar os médicos que não se encontram muito longe daquele local. Passado uns minutos… [foi giro de ler…] não os médicos, mas Fritz deu numa de Fast and Furious, Wrath é praticamente atirado para dentro do carro por Xcor, depois Tohr, mas este no último momento agarra no braço de Xcor e puxa-o para dentro do carro e Fritz acelera. Aí, Tohr revela a Xcor que são irmãos de sangue. Incredulidade e surpresa… e depois os dois machos abraçam-se. [Foi muito emocionante.]

- Na recuperação de ferimentos, Bastardos e Irmandade estão juntos na mansão, os médicos não têm mãos a medir. Mas tudo acaba em bem, excepto para Vishous que claramente anda em conflito com as suas emoções [Ai meu Deus, o que será que a Ward vai fazer com ele?]
- Blay e Qhuinn, finalmente voltam ao estado de especiarias no ar e promessas de noites de grande actividade física. [Yupi!!!]

- Layla fica destroçada quando Xcor lhe diz adeus. Com ele a regressar para o País Antigo, Layla vai à mansão para passar o dia dela com as crias, mas… é surpreendida com Qhuinn a andar lado a lado com… Xcor! [Boa!!] E finalmente, Qhuinn assume que estava errado, que exagerou, mas que só de pensar que as crias podiam ter estado em perigo levou-o ao limiar da loucura, etc… Layla simplesmente atira-se a ele, abraçando-o e pedindo desculpa também por não ter sido honesta desde o início. Mas depois… espera… Xcor e Qhuinn, mas que…?

- Última reviravolta, mas tinha mesmo que ser. Qhuinn insiste que Layla tem de ser acasalada como deve de ser, e como gosta da maneira antiga, o macho para acasalar tem que viver com a fêmea, portanto, Xcor tem que viver na mansão para acasalar com Layla… e claro… os Bastardos tiveram que vir a reboque. Wrath concordou, pois quantos mais soldados, melhor… [Está bem, ok, como se não soubéssemos que este vampirão aposta sempre no amor!]

Qhuinn é, sem dúvida, o grande idiota deste livro, só dá vontade de lhe dar um tareão, mas só porque a sua estupidez ilimitada e a mania de disparar primeiro e perguntar depois, não ajudar em nada a forma de ver as coisas. O que vale, é que no fim, ele aprende a lição e tudo acaba bem. Verdade J  O quarteto Layla-Xcor-Qhuinn-Blay acaba em perfeita harmonia. Ao ponto no fim… preparem-se… Qhuinn e Xcor conspirarem em dar cabo do macho que se atrever a cortejar Lyric. (O Quê?!) [Eu sei… surpreendente, não? Quem diria… melhores compadres…]

Pronto pessoal, espero que gostem!!

Nightshade


E então? Espero que tenham gostado... eu irei continuar ali a um canto a chorar baba e ranho enquanto espero eternamente pelo lançamento em PT 

*Nasan 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

THE CHOSEN – OPINIÃO MORCEGUEIRA



Boas Páscoas!
Vim cá dar um voo para dar a minha opinião sobre The Chosen. Estive a lê-lo com a dona nestes 2 últimos dias, porque o tempo assim o permitiu e… Ai, valha-me a Santa das Cavernas que nem sei bem por onde começar!
Bom, vamos começar pelo começo e acabar nos acabamentos…


AVISO  ÚNICO DE SPOILER









Este livro tem uma dedicatória que pode estar no masculino ou no feminino, no singular ou no plural. Ou seja, fica ao critério… ou ao calhas… a seguir vem um prólogo que conta o que se passou em 1731 (nascimento de Xcor e tristezas muitas….) seguido de 69 capítulos… Sim… 69… que número tão pouco sugestivo…

De um modo geral, o mamífero que sou eu não ficou muito bem impressionado. Pareceu ao bicho que havia muita ânsia para que acontecessem muitas coisas e acho que andou depressa demais para ser convincente. Pelo meio tive muitas desilusões, em parte por causa de umas quantas estupidices que por lá se viram.

Personagens em alta: Layla (definitivamente), Wrath e o Bando dos Bastardos.

A Layla foi uma leoa na defesa dos filhos e do Xcor. Sozinha, dava conta da Irmandade toda se fosse preciso! Gostei! Aliás, já estava a começar a gostar dela no livro anterior. Wrath afirma-se cada vez mais como uma líder com visão… he he he… Wrath e visão na mesma frase… e os Bastardos estão em alta por serem aqui a personificação da lealdade. A Irmandade estava toda parvinha e estúpida e eles deram o exemplo de como se comportam os verdadeiros machos!

Personagens em baixa: Vishous, Throe e Qhuinn

O senhor V pôs-se tontinho de todo, ele e Jane já eram e… ok, isto foi a desilusão parte I. O Throe é a puta que nós sabemos e que quer dominar o mundo, o universo e… nem vou falar mais dele, porque… porque sim. Qhuinn deve ter andado a beber água de lavar os pés porque foi de uma estupidez à prova de bala…

Mas vamos lá a contar por alto o que se passou e vamos por fases.

Trez /Tres

A Tres (Therese) é uma personagem nova plantada agora aqui. Ela é a cara e a voz chapada da Selena e o Trez acordou logo para a vida mal a viu. A isto chama-se despachar a história. Ela candidata-se a um emprego no Sal’s e é muito gira, muito boa pessoa e coitadinha que não tem dinheiro nem família… Não quero falar mais disto porque achei tudo muito ridiculito… e forçado. Não havia necessidade de despachar o Trez desta maneira.

Throe / Livro

Pois é, o Throe arranjou um Livro. E o Livro tem vida própria. E o Livro é mau e o Throe é mau e o Livro mau ajuda o Throe mau a fazer maldades e a cozinhar feitiços que trazem maus de um sítio mau para estarem ao serviço das mauzices… *vómito* Achei mal… e forçado. O Throe estava um pedaço de bosta espetacular e agora nem serve para ser gozado de tão nada que está.

Assail

Pus este agora, porque o próximo livro (O Ladrão) tem-no como personagem central. Era bem que aqui houvesse alguma preparação, não era? Que fez o Assail neste livro? Gritou. Berrou. Gritou. Berrou. Está doidinho de todo, com um surto psicótico ou lá o que é e só grita e berra. Os médicos não sabem o que fazer com ele e ele grita e berra. Pronto. Já está! Ah, mas nós vêmo-lo a gritar e a berrar? Não. São as outras personagens que o ouvem e são as outras personagens que dizem que os médicos não conseguem fazer nada e são as outras personagens… Perceberam, não perceberam?
Esta foi outra grande oportunidade desperdiçada. O Assail é para lá de bom e aqui nem aparece... Desilusão...

Lassiter

Mais um que foi quase para a gaveta dos perdidos e achados e esquecidos e queimados. Não tem fogo de artifício e brilhou pouquinho. Está mal!... Assumiu-se como sucessor da Virgem Escrivã, mas só para a Layla que ficou de guardar segredo. Não se acha talhado para o lugar, apesar de Layla, no final, achar que ele está muito bem. A parte gira é ele a tentar descobrir uma denominação para ele próprio (Não pode ser Virgem Escrivã, porque ele não é virgem nem gosta de escrever - foi ele que disse!), ou ver Layla a rezar e a tentar arranjar uma expressão para se dirigir a ele (Oversexed foi uma delas!... He he he)

Qhuinn

Ai que parvalhão se pôs! E tudo começa quando sabe da boca de Layla que ela andou a ver Xcor às escondidas. Nessa altura, não sei que ventania lhe passou pelos miolos que, desde apontar pistola à Layla, arranjar maneira de o Blay o deixar, tentar matar Xcor às escondidas, mentir com quantos dentes tem para chegar ao Xcor, deixar fugir o prisioneiro chamado Xcor, desobedecer às ordens do rei e associar-se ao Tohr para acabar com o Xcor… Enfim, o rapazito andou possuído pelo encosto da parvalhice… No final do livro, Qhuinn e Xcor são os melhores amigos… Achei forçado. Desilusão....

Tohr

De início a fim, lá estava esta criatura a querer matar o Xcor. O rei chega a expulsá-lo da Irmandade e para quê? Para nada. Horas depois da expulsão, já não foi expulso, o Xcor é amigo e ai, ai, ai que é o maninho lindo!... Achei forçado.

Wrath / Xcor / Bastardos

Xcor é um bicho guerreiro muito porreiro, com uma história tenebrosa por trás. Para adiantar a história, ele jura lealdade a Wrath na presença de V, procura os bastardos a mando do rei, mas eles reafirmam a lealdade que têm para com ele. A Irmandade e os Bastardos encontram-se para testemunharem o juramento dos ditos a Xcor e de Xcor ao Rei. E eis que são atacados. Sim, porque ninguém estava a vigiar nada nem merda nenhuma… ups! Disse merda! Os Bastardos lutam como demónios ao lado da Irmandade, Xcor ajuda a evacuar o rei, quase se matam todos e ficam todos amiguinhos e vai tudo morar para a mansão… Achei forçado.

Não me interpretem mal, a história avança bem, mas, dada a intensidade das emoções, avança rápido demais...

E sexo? Há sexo? Há, mas nem isso me causou grandes emoções.

E previsões e desejos para o próximo livro? – perguntam vocês.
Cá para mim, vamos ter:

- Sola caída do céu aos trambolhões para salvar o Assail dos gritos e dos berros.
- Vishous a compor a relação com Jane (pela milionésima vez) Cá para mim, a Jane devia fantasmar-se de vez e Vishous juntava-se a quem nunca traiu: o Butch!
- Trez e Tres parte III He he he
- Lassiter a dar a boa nova à Irmandade! Isto sou eu a querer muito que ele apareça em alta!
- A morte de um Irmão (anunciada neste livro pela boca de Lassiter) e que até pode ser de um Bastardo que eles agora é só beijos e abraços… Por mim, matavam fêmeas…
- Throe com um exército de coisos ruins a arruinar a vida aos outros.
- Qualquer coisa relacionada com os caixões que andam pelas caves da mansão. A senhora escritora está farta de falar neles e eles voltam a ser mencionados aqui.

Sei lá! Estou para aqui a tentar adivinhar!

Meus amigos e minhas amigas, prevejo um ano duro de espera pela frente. Se os próximos livros andarem à velocidade deste, acaba-se a série num instantinho! Ui, ui!... Só tenho medo que o próximo seja uma coisa melada e sem sal, a menos que o V arrebite a coisa… ou o anjo… a menos que estejam todos deprimidos e a arrastarem-se pelos cantos… Há sempre a possibilidade de irmos às Américas, raptar a senhora escritora, ameaçá-la muito e pô-la a escrever mais… He he he… isso é que era!

Meus amores, fiquem bem.
Deixei muito pormenor de lado, pode ser que cá volte com mais qualquer coisa!


Beijos bons!

domingo, 2 de abril de 2017

Carta da Ward

Olá pessoal!!!

Como estão todos?

Peço desculpa por andar meio desaparecida e por não ter conseguido traduzir mais nada do Blood Vow (Voto de Sangue) mas não tenho tido vagar, e infelizmente, nem grande cabeça para isso... :(  Por isso, NightShade, se quiseres pegar nisso estás à vontade. :)

Bem, a Ward, por algum motivo e para a minha infelicidade deixou de colocar as cenas do quotidiano da mansão no "jornal mensal" dela... e aquela porra ficou interrompida... T.T

MAS, ela semana passada (desculpem só ter conseguido trazer-vos isto agora :/) fez uma pequena carta sobre o livro A Escolhida, que vai sair nos Estados Unidos da América, na próxima terça feira, dia 4 de Abril, e vamos ter encontro com fãs (também nos EUA) no sábado seguinte, dia 8 de Abril ondem vamos saber sobre quem é que vai ser o livro seguinte e o seu nome. (MAL POSSO ESPERAR!!!!! *esfrego as mãos!!!!*)

Ok, agora vamos ao conteúdo da carta. ;)

---V.P.---
Estou tão entusiasmada para que as pessoas metam a mão n'A Escolhida! Para mim, o livro levanta a questão do herói "irremediável". Xcor, o líder do Bando dos Bastardos, comandou a tentativa de assassinato do Wrath, o verdadeiro Rei dos vampiros. Ele conspirou com a glymera. Ele até atacou um dos seus soldados, esfaqueando o Throe num beco para que o macho fosse levado pelos Irmãos. Ele foi um salteador e um agressor tanto no País Antigo e em Caldwell, no Novo Mundo, um lutador que se agregou ao Bloodletter e assumiu o seu manto, uma força mercúria e terrivelmente assustadora no mundo.

Não é exatamente um herói romântico. A não ser que sejas a Harley Quinn*.

Para o Xcor encontrar alguma redempção com os leitores, na minha opinião, duas coisas tinham que acontecer: um, eu tinha que mostrar o "porquê" do seu caminho pela escuridão, e dois, era importante que as suas ações daqui para a frente fossem tanto morais como consistentes. Depois de ter atingido o seu ponto mais baixo- porque, convenhamos, se és um inimigo da Irmandade da Adaga Negra, e eles mantêm-te no raio de uma cave para que eles te possam matar, estás provavelmente no fundo do poço- e o problema passa a ser o que é que o Xcor faz com as realizações que lhe aparecem por ele estar às portas da morte.

Assumindo que ele sobrevive o que lhe vai ser feito.

No final, eu deixei que o Xcor assumisse o comando. O que, considerando que tudo o que posso fazer com a minha escrita é ouvir o meu Rice Krispies#, de qualquer maneira, é a minha PON (Posição Operacional Normal, ou, também, Posição Operacional Estúpida. Provavelmente a última é a mais apropriada.$) Há esta máxima em contar histórias em que tu precisas de "mostrar" não "dizer", e isso é verdade, isso é verdade todos os dias- mas também é assustador para os autores. Porque, e se uma pessoa num dos teus livros se recusa e evoluir? Isso não é uma coisa má se se tratar do antagonista, mas se for um potencial herói, tens um grande problema.

Olhem, eu apaixonei-me pelo gajo no fim, está bem?

Vocês têm que formar a vossa própria opinião sobre o Xcor como pessoa, claro, e se eu fiz bem o meu trabalho, acredito que vão partilhar o meu ponto de vista. Vou dizer, como aviso, que dois dos meus amigos saíram com o livro nas suas mãos ontem- e eles choraram nos aeroportos e nos aviões todo o caminho até às suas respectivas casas. Por isso, é um livro puxado no início... eu certamente me senti assim enquanto estava a escrever. E eu digo-vos, eu também chorei no final, mas por uma razão diferente.

Quero agradecer-vos pelo vosso apoio, e eu desejo-vos várias longas noites felizes a ler não apenas os meus livros, mas todos os outros que estão por aí! Estão tão grata que eu posso fazer isto para ganhar a vida... e, por favor, dê uma chance ao Xcor? Eu sei que dei, e ele não me deixou mal...

J. R. Ward

*Referência de uma personagem da DC Comics, que gosta do Joker. Apareceu no filme Esquadrão Suicida que saiu ano passado nos cinemas.

# Marca de cereais nos EUA, que eu acho que ela está a usar como referência ao cérebro dela... O.o

$ Como todos sabem há coisas que se perdem com a tradução, de qualquer maneira podem conferir como estava a versão original depois destas notas ;)

---V.O.---

I’m so excited for people to get a gander at THE CHOSEN!  For me, the book raises the question of the “irredeemable” hero.  Xcor, leader of the Band of Bastards, spearheaded an assassination attempt against Wrath, the true King of the vampires.  He conspired with the glymera.  He even attacked one of his own soldiers, stabbing Throe in an alley so that the male would be taken in by the Brothers.  He has been a marauder and an aggressor both in the Old Country and in Caldwell, in the New World, a fighter who fell in with the Bloodletter and assumed that mantle, a mercurial, truly frightening force in the world.

Not exactly a romantic hero.  Unless you’re Harley Quinn.

For Xcor to find any redemption with readers, in my opinion, two things had to happen:  one, I needed to show the “why” of his journey to darkness; and two, it was important that his actions going forward be both moral and consistent.  Having reach his low point- because, let’s face it, if you’re an enemy of the Black Dagger Brotherhood, and they’re keeping you in a frickin’ cave so they can kill you, you’re probably at rock bottom- the issue becomes what does Xcor do with the realizations that come with him being on death’s door.

Assuming he lives through what they do to him. 

In the end, I let Xcor do the talking.  Which, considering all I can do with my writing is listen to my Rice Krispies anyway, is my SOP.  (Standard Operating Position, or, also, Stupid Operator Position.  Probably the latter is more appropriate.)  There’s this maxim in storytelling that you need to “show” not “tell”, and it’s true, that wins the day every time- but it’s also scary as an author.  Because what if a person in one of your books refuses to evolve?  That’s not a bad thing if you’re talking about an antagonist, but if it’s a potential hero, you’ve got a big problem. 

Look, I fell in love with the guy by the end, okay? 

You’ll have to form your own opinion about Xcor as a person, of course, and if I did my job correctly, I believe you will share my view.  I will say, in warning, that two of my friends left with his novel in their hands yesterday- and they cried in airports and on planes all the way to their respective homes.  So it’s a rough book to get through in the beginning- I certainly felt that way while I was writing it.  And I will tell you, I also cried at the end, just for a different reason.

I want to thank you for your support, and wish you many happy late nights of reading not just my books, but all the others that are out there!  I am so very grateful that I get to do this for a living- and please, give Xcor a chance?  I know I did, and he did not let me down...

J. R. Ward

----
Ora bem... Preparem os lenços, porque parece que vamos precisar e que deve ir aí um final feliz, espero... :/

Já agora... O que acham que pode acontecer? Alguém desgosta do Xcor e/ou do par Xcor/Layla? Alguém já deu uma chance ao líder dos Bastardos ou está a pensar nisso?

Para ser sincera... não me lembro de alguma vez ter desgostado do Xcor... Acho que a única personagem que me consegue irritar é o Harvers, nem o Lash eu odeio... só não concordo com o que fazem. xD

Tirando isso... Estão tão ansiosos como eu? Ainda não li a versão portuguesa d'A Besta, mas espero conseguir ter as mãos no The Chosen o quanto antes. :3

Digam-me o que acham sobre isto tudo, se não aqui no face. Fico à espera da vossa opinião! :D

Por agora é tudo, fiquem bem,
Sunshine ;)

segunda-feira, 13 de março de 2017

IMMORTAL: Gostinho 39 e 40

Saudações Amantes da Irmandade

Vamos a mais um docinho para a alma? Bora lá então. Mas antes, obrigada
Nightshade



Anjos Caídos #6

Immortal

Capítulo 39

Enquanto o arcanjo Nigel olhava para as grandes muralhas da Mansão das Almas, os seus olhos estavam focados na bandeira da vitória que esvoaçava ao pé das outras duas. Mas ele não pensava na vitória de Jim, nem se debatia com o facto de ser habitual o salvador ir até lá acima e marcar a ocasião com uma visita. Apesar de o anjo não ter comparecido.
Não, Nigel estava preocupado com outra coisa. Ele sabia muito bem o que se passava lá em baixo, Jim estava prestes a morrer, e tendo em conta que só faltava a última batalha, Nigel devia de ter iniciativa e interferir.
Afinal de contas, o Criador permitia interacção no que dizia respeito ao salvador, e curar uma ferida na cabeça, era sem discussão, uma forma de «intervenção».
Em vez disso, ele esperava que o convocassem. E não ficou impressionado pela sua aparente disposição de usar esta situação terrível para os seus motivos pessoais.
Realmente, o desespero podia mudar as pessoas, não podia?
- Ah, sim - ele suspirou. - Bem-vindo Edward.
Com a permissão dele, o anjo materializou-se na relva ao lado dele… e foi muito agradável ver o gajo. Edward, sem dúvida que era alto e forte, mas o que o fazia mais útil era o seu olhar calmo, mesmo com Jim gravemente ferido na Terra, todas as faculdades necessárias estavam intactas.
Nigel sorriu, e não de uma forma de desdém educado. Ele estava, honestamente, contente por ter aquele lutador de volta.
- Que bom ver-te.
A vénia de Edward foi reverente. Apropriada. Considerada.
E era como um copo de água fresca num lugar quente e seco: mesmo bastante apreciado.
- Senti saudades tuas, meu velho amigo. - Nigel ofereceu a mão e os dois cumprimentaram-se. - E eu não perderei mais tempo. Estou ciente porque vieste.
- Podes ajudar?
- Não - mentiu. - Ainda estou a recuperar das minhas férias mal programadas. Mas, vamos embora e resolver isso, vamos?
Ele conduziu o caminho através do relvado, passando a passos largos pela mesa que já estava disposta para o chá, apesar de faltarem horas para o repasto. Previsivelmente, quanto mais se aproximavam do rio sinuoso e da tenda do seu ex-amante, mais o coração imortal de Nigel batia. Colin evitava-o de forma estudada e deliberada, ao ponto de não existir nada dele para encontrar.
Sob a máscara da calma, Nigel estava quase a quebrar, e a energia necessária para afectar a mentira da razoabilidade pragmática criou uma dor nas suas têmporas.
Ele estava aterrorizado que o outro arcanjo não se encontrasse ali, mas felizmente, Colin estava reclinado na sua cama desdobrável, com um livro velho de cabedal nas mãos, e ele olhou para Edward quando se aproximaram. Imediatamente, ele colocou o livro de lado, aproximou-se e abraçou o anjo, dando-lhe palmadas fortes nas costas.
- Estou feliz que tenhas voltado, companheiro. - Os olhos de Colin, aqueles olhos adorados e intensos, passearam pelo rosto de Edward, como que a verificarem se as feições do anjo estavam no lugar. - E não pareces nada mal.
Oh, como Nigel ansiava aquele tipo de boas-vindas em casa.
Os dois trocaram breves palavras, nada das quais Nigel ouviu ou se interessava.
- A tua assistência é requisitada - interrompeu Nigel. - Houve um acidente lá em baixo.
Edward olhou para ele surpreendido pela tensão calma que mostrou.
Entretanto, Colin olhou para fora da entrada da tenda, sem dúvida desejando que a visita de Edward tivesse sido um caso isolado.
Nigel sentiu-se compelido a continuar:
- Existe uma cura para se fazer e eu não me encontro capaz de a realizar.
- Então, vamos em frente, companheiro - disse Colin a Edward. - E eu irei…
- Vamos todos juntos.
Isso deu a Nigel a atenção que desejava, aqueles olhos viraram-se e semi-cerraram para ele com um desgostar que o arcanjo normalmente demonstrava a Devina.
Nigel levanta uma sobrancelha:
- Estou convicto que tu, mais do que ninguém, não vai deixar que inimizades pessoais metam-se no meio do teu trabalho.
Colin bate o maxilar com força, as cavidades debaixo das bochechas a destacarem um duro relevo. Mas ele não discordou.

Aquilo não suavizava nada o conflito, mas pelo menos os dois iam para um espaço fechado juntos durante o tempo que fosse preciso para trazer Jim de volta e ir à acção. E claro, tinha que ser esse o resultado para o salvador. Independentemente dos problemas entre ele e Colin, eles tinham que trabalhar juntos para se assegurarem que Jim não estava perdido.
E se houvesse uma hipótese de haver conversa? No meio de tudo?
Nigel estava preparado para ser um oportunista.
***
Na sua vida antiga, Sissy tinha visto algumas contusões de cabeça - principalmente em campos de jogos. Ela tinha estado nas bancadas do desporto três anos antes e testemunhou quando uma ofensiva atingiu um dos jogadores da equipa adversária de futebol americano, fazendo-lhe saltar o capacete e ficar inconsciente. Ela nunca se esqueceu como o público ficou silencioso e apreensivo, mal respirando até que os paramédicos em campo estabilizassem o pobre miúdo. Ele estava tão mal que tiveram de o levar numa maca para fora do campo sem se aperceber dos aplausos que o público lhe fazia de pé a apoiá-lo. Mais tarde, ela leu que tiveram de o ensinar a andar de novo.
Depois, tinha visto uma rapariga de uma equipa de softball a ser atingida por uma bola. Um miúdo de uma equipa de hóquei que só parou quando bateu na baliza. Um tipo numa festa, podre de bêbedo, que decidiu que podia voar e aprendeu da pior forma que não podia. Todos eles tinham parado num hospital.
- Não podemos chamar o 911? - Ela ouviu-se perguntar.
Jim tinha sido admitido no hospital na última batalha, e isso não o ajudou muito, e foi quando ela aprendeu que podia entrar na pele das pessoas. Se ela pudesse fazer isso agora? Com ele? Ela colocar-se-ia na posição dele num piscar de olhos. Ele era importante e necessário. Ela não era.
Principalmente, com mais uma batalha à vista.
- É melhor esperar aqui - afirmou Ad.
- Ele ainda respira?
- Sim, respira.
- Sim, ele está…
Houve um flash de luz, como se alguém tivesse acendido e desligado uma lâmpada muito rápido. E depois, de repente, haviam mais três pessoas na casa de banho: Eddie e os arcanjos. Colin e Nigel tinham materializado no ar. Mas não tinham maletas de médico com eles. Ou uma maca. Ou vindo numa ambulância.
Era difícil de acreditar se isto eram boas ou más notícias.
Ambos os arcanjos semi-cerraram os olhos para ela.
- Óptimo - disse Nigel. - Foi tudo bem executado.
- Não se o Jim morrer - ela murmurou, saindo do caminho para que eles pudessem fazer o que tinham vindo para fazer.
Quando Nigel indicou para a frente, Colin deu ao outro arcanjo um olhar desagradável, depois ele avançou e baixou-se para perto de Jim. Inclinando-se dessa forma, ele verificou cada ângulo da cabeça e a poça de sangue prateado que estava a ficar maior. E depois, ignorou Jim. Levantando-se, ele inspeccionou o canto do lavatório, a fazer barulhos de «hum-hum» que ela assumiu - bem!!!-  estarem associados com a avaliação do semi-cadáver que não respondia no chão.
Quando ela estava para dizer alguma coisa, Ad agarra no seu cotovelo e sussurra:
- A forma como os humanos recebem tratamento para este tipo de ferida é diferente de como temos de lidar com Jim.
- Que queres dizer? - Ela perguntou me voz baixa.
- Foi um acidente. Portanto, não há vontade anexada. Não foi feito por ninguém, ele não escolheu isto para ele e é isso que faz toda a diferença. Quando não há malícia nem intenção, Colin pode fazer desaparecer o impacto, mas não no corpo e sim onde ele bateu com a cabeça.
Sem fazer qualquer contacto, Colin colocou as mãos na mancha de sangue prateado que se encontrava no lavatório, depois moveu as palmas por cima e à volta num movimento lento e deliberado.
No início, ela pensou que nada estava a acontecer, mas depois houve um som subtil que estava a aumentar.
Partir. O lavatório estava a partir como se tivesse a ser sujeito a algum tipo de pressão ou calor, apesar de ela não conseguir ver nada entre o que saía daquelas mãos e a superfície do lavatório. E o padrão das teias de aranha tornou-se mais intenso e espalhou-se mais à medida que Colin fazia o que estava a fazer.
- Oh, meu Deus. - Ela sibilou quando olhou para Jim. - Está a dar resultado.
Como magia, o sangue no chão de mármore estava a recuar, a poça a ficar cada vez mais pequena… até desaparecer por baixo do cabelo dele.
Entretanto, Colin começou a tremer, uma corrente de maldições a saírem da sua boca, os músculos dos seus antebraços a descontraírem como se tivessem puxado uma corda. E Jim, depois também tremia, as suas pernas e os seus braços a contorcerem, a sua cabeça a ir para cima e para baixo numa série de convulsões.
Depois, a coisa mais estranha aconteceu. Uma onda de energia emergiu das mãos de Colin e, de repente, os sons de alguém a cair, a golpear a cabeça e a cair no chão foram ouvidos ao contrário: queda desordenada de braços e pernas no lavatório; queda aguda, impacto horrível, e depois o cair, como se alguém tivesse voado pelo ar na frente dela.
Abruptamente, Colin cai para o lado como se todo aquele esforço tivesse retirado todas as suas forças… e Nigel foi quem o apanhou antes que atingisse o chão, o outro arcanjo a colocá-lo de costas e a deitá-lo cuidadosamente no mármore.
- Está feito? - Ela perguntou quando Nigel se afastou.
Mas ela já sabia a resposta quando foi ter com Jim: As pálpebras dele abriram-se e respirou profundamente, a sua boca a suspirar, os seus olhos a abrirem-se mais. E depois, ele praticamente pulou do chão, concentrando-se na banheira.
- Sissy! - Ele gritou.
- Estou aqui! Jim?! Estou aqui!
Jim virou a cabeça tão rápido, que foi espantoso não ter solto o pescoço. E depois, ele congelou como se não conseguisse perceber o que estava a ver.
- Jim, eu estou bem.
Ele agarra no rosto dela com as mãos e beija-a. Depois acaricia-a.
- Tens a certeza? - Ele perguntou roucamente. - Porra, diz-me que estás…
Ela sobe a camisola e mostra a sua barriga lisa e sem marcas. Jim cedeu de alívio, e ela estendeu a mão para se assegurar que ele não lhe caía em cima. Como resposta, ele envolve-a com força e abraça-a.
- Acabou - disse ela. - Acabou e estamos bem…
Enquanto ele tremia contra ela, ela rezou a agradecer, e respirou de alívio. Ela não sabia durante quanto tempo aquele momento de paz ia durar, mas caramba, ela ia desfrutá-lo. Principalmente, porque ela estava finalmente sozinha na sua pele.

Capítulo 40

Enquanto Nigel se sentava no chão duro à frente de Colin, este continuava imóvel. Embora, normalmente ele não fosse do tipo de estar em inacção por longos períodos de tempo, pareceu-lhe uma eternidade desde que pôde ter uma visão desimpedida do macho, e ele ia tirar bastante proveito desta boa sorte, especialmente com os outros já de partida e eles os dois terem sido deixados para trás.
Há muito tempo que Colin não cedia à exaustão e, quando as suas pálpebras abriram-se lentamente, Nigel saltou do silêncio, aproveitando o que poderia ser o único momento para dizer o que queria.
- Lamento tanto, Colin. Nunca te devia ter deixado daquela forma. Eu devia de ter contado os meus medos, e ter chegado a uma solução contigo. O meu pensamento… - Ele fez um gesto em direcção à cabeça dele - … foi errado, não culpo ninguém a não ser eu mesmo, e não espero que me perdoes. No entanto, a explicação, é necessária.
Colin agarra-se à borda do lavatório e eleva o seu torso. Depois esfrega a cara. Dá um profundo suspiro. Passa a mão pelo seu cabelo escuro.
- E sim - disse Nigel -, é injusto abordar-te assim, quando ainda recuperas. Mas como é que eu iria conseguir dizer isto?
Colin arranjou as pernas de modo que cruzaram nos tornozelos, e pôs as palmas das mãos nas suas coxas. As suas mãos moveram-se para cima e para baixo lentamente.
Nigel limpou a garganta.
- Eu estou arrependido… - A voz dele falhou. - Mais do que tu pensas. Mas ao pedir ao Jim que desistisse de Sissy, senti que era injusto da minha parte não oferecer um sacrifício de igual impacto nesta guerra. Um verdadeiro líder nada mais espera dos outros do que aquilo que ele próprio pode fazer. Tu és a base do Céu para mim. Não existia maior garantia de luta do que te deixar… e foi por isso que eu agi sozinho. - Ele tentou alcançar a mão do outro arcanjo, mas ele sabia que era cedo demais. - Enquanto eu estava no Purgatório, a dor de te ter perdido tornou-se mais insuportável do que o tormento que me afligiu naquele local. Eu estava… despojado por te ter perdido, e o que eu fiz para nos favorecer contra a Devina foi um conforto frio, muito frio. Eu escolheria outro caminho, mas se tivesse que fazer tudo outra vez? Eu faria…
À medida que a sua voz se deixava de se ouvir, muitas outras palavras se entalavam na sua garganta, revolvendo-lhe a mente, mas elas era simplesmente variações daquilo que ele tinha acabado de dizer.
No entanto, havia a tentação de cair no tormento, de continuar a falar, na esperança que algo mudasse a situação em que os tinha colocado. Mas Colin detestava perder tempo, e a justificação, mas mesmo assim, tinha sido feita. Baixando os olhos, Nigel levanta-se para descobrir que estava desequilibrado e muito perto de desmaiar. Especialmente, quando se virou para se ir embora da casa de banho e deparou-se com a vastidão vazia do apartamento que Devina havia ocupado.
A estéril extensão parecia uma metáfora tão apropriada.
- Não acredito que percebas como foi.
Com o som da voz de Colin, ele virou-se tão depressa que teve que abrir os braços para se equilibrar. Com o coração a bater-lhe forte no peito, disse:
- Conta-me.
Mesmo que isso o matasse.
À medida que ele ficava na entrada da casa de banho, o rosto de Colin estava desenhado com linhas de raiva.
- Eu fiquei sobre o teu corpo. Eu chorei sobre o teu corpo. Eu paguei-te e carreguei-te para a margem do rio e sentei-me ao pé do fogo que te consumia. Ardeu durante horas.
Nigel fechou os olhos e pôs as mãos no rosto.
- Não - disparou Colin. - Tu não tens permissão para fazer isso. Tu não tens permissão para te protegeres das tuas acções. Não havia nada que eu pudesse fazer depois de tudo… deixaste-me sozinho a lidar com isso, sem saber… maldição, sem saber o porquê de teres feito o que fizeste. Portanto, bem que podes estar ciente neste momento.
Nigel baixou os braços e recusou que os seus olhos fossem para outra direcção, apesar de ter o peito tão apertado que mal conseguia respirar.
- Eu lamento, eu lamento tanto…
As sobrancelhas escuras de Colin juntaram-se.
- Pensas que eu não te conheço?
- Não, tu conheces-me melhor do que ninguém.
- E é por isso que estou ofendido. - Colin cruza os braços sobre o peito. - Tu pensavas… pelo amor de Deus, Nigel. Tu pensavas que eu não sabia o que estávamos a enfrentar naquele momento da guerra? O que enfrentavas e as escolhas que acreditavas que tinhas de fazer? Com Jim a falhar como estava? Absorvido com o destino daquela inocente, Sissy, e a dar as suas asas? Pensavas que eu não reconhecia tudo isso e…
Quando Colin não terminou, Nigel pigarreou.
- E o quê?
- Pensaste que, independentemente do quanto me iria destruir, que eu não te teria deixado ir?
Nigel colocou o rosto novamente nas mãos, e desta vez Colin não disse nada sobre o véu de palmas nos seus olhos.
- Eu ter-te-ia deixado ir - disse Colin bruscamente. - Porque era a melhor coisa a ser feita, o único caminho que tínhamos nesta guerra maldita. Alguém precisava de ser o salvador naquele momento, e a única forma de tirar Jim do papel… era fazer exactamente o que fizeste.
Tudo parece tão devastador, pensou Nigel no silêncio que se seguiu. Colin praguejou.
- Eu também teria feito o sacrifício. Mas, ou tu não confias o suficiente em mim, ou pior, quiçá, tu realmente não me conheces assim tão bem. Eu sou um soldado, e como tal, eu não renuncio a lógica ao pensamento. Mesmo que as emoções sejam… esmagadoras.
Nigel apercebeu-se no momento em que o outro arcanjo se foi embora, apesar de não ter havido qualquer movimento ou som. Em vez de seguir Colin até ao Céu, ele viu-se a cair de joelhos no meio daquele vazio. Ele não tinha prática com arrependimentos. Ele até então tinha vivido a sua vida imortal com deliberação e auto-controlo - e não havia curado nenhuma pequena quantidade de superioridade por causa disso.
Agora, porém, ele sentia-se conectado à humanidade num nível totalmente novo.
Compaixão era mais fácil de oferecer se alguém estivesse a sofrer.



 Boas Leituras!

Até à próxima...